| Visitantes percorrem trajeto de sete quilômetros e passam por pontes e passarelas sobre desfiladeiro |
Depois de 25 anos fechada para visitas, a passarela tida como a "mais perigosa do mundo" foi reaberta no interior da província de Málaga, na Espanha.
Para reativar o antigo trajeto, conhecido como Caminito del Rey, e transformá-lo em atração turística, a administração local gastou 5,5 milhões de euros (cerca de R$ 18 milhões) em uma reforma ambiciosa, que construiu uma nova ponte reforçada sobre a antiga.O Caminito del Rey foi construído no início do século 20 com o objetivo de criar um caminho entre as quedas d'água das represas de El Chorro e El Gaitanejo, de forma a facilitar o trabalho dos operários da hidrelétrica local.
Parte do percurso de mais de 7 km é feito sobre estreitas passarelas que ficam a 100 metros de altura sobre o rio Guadalhorce, no Desfiladeiro dos Gaitanes.
Desde sua criação, o local ficou famoso – especialmente entre amantes de esportes radicais – pelo trajeto arriscado e pelas mortes que aconteceram ali.
Segundo o jornal El País, a abertura do caminho pretende pôr fim a anos de visitas clandestinas, que causaram em acidentes fatais em 1999 e 2000, mesmo depois de o local ter sido fechado e de suas vias de acesso terem sido propositalmente destruídas.
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| Ingressos para o percurso sobre o cânion em Málaga se esgotaram antes mesmo da reabertura do local ao público |
Segundo a imprensa local, desde sua reabertura, em 28 de março, o Caminito Del Rey já recebeu mais de 9 mil visitantes. Antes mesmo do início das visitas, os ingressos para abril e maio já estavam esgotados.
A administração de Málaga será responsável pelo local durante os próximos seis meses, em que as visitas serão gratuitas.
No entanto, as autoridades ainda não decidiram qual será o modelo de administração da atração turística após esse período.
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| Reforma realizada por alpinistas construiu novas passarelas reforçadas sobre caminho antigo |
O projeto foi modificado duas vezes para reduzir seu impacto no entorno e por conta de entraves administrativos. O caminho original, bastante deteriorado, está preservado abaixo do novo.
As novas passarelas são feitas de madeira e protegidas por redes de aço inoxidável. Em trechos mais perigosos, o chão também é feito de uma grade de aço, que impede sua deformação pelo vento e permite ver o fundo do desfiladeiro. Um mirante com o chão de vidro também convida os mais corajosos.
Apesar da procura, o local só deve receber cerca de 600 pessoas por dia, que serão obrigadas a usar capacetes. Crianças menores de 10 anos também não poderão entrar, por razões de segurança.
De acordo com Machuca, a restauração melhorou o acesso e ajudou a reduzir os riscos, mas "os visitantes devem saber que fazer este percurso ainda traz um pequeno risco". No dia 7 de abril, o local foi fechado por precaução devido aos fortes ventos que sopraram no desfiladeiro.
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| Percurso suspenso foi criado no início do século 20 para facilitar trabalho de funcionários de hidrelétrica local |
BBC



