Após morte de estudante, Guarda Municipal da Capital dará plantão nas escolas. Estudante passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

Só 12 colégios da Capital têm rondas de agentes municipais; efetivo será duplicado e ficará fixo
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A adolescente Maria Beatriz Souza Santana, 14 anos, baleada dentro da escola Violeta Formiga, deu entrada no Hospital de Trauma às 10h07 de ontem, passou por exames e três cirurgias e duas paradas cardíacas. Ela morreu às 15h48. A morte foi confirmada pela Prefeitura da Capital, no final da tarde de ontem. Em nota, a Prefeitura disse que estava dando assistência à família e aos servidores da escola, com psicólogos e assistentes sociais. Após o fato, o secretário municipal de Segurança e Cidadania, Geraldo Amorim, disse que o efetivo da Guarda Municipal (GM) que faz as rondas escolares será duplicado, e os agentes permanecerão nas escolas, a partir do próximo ano.

Segundo Amorim, atualmente, o serviço conta com 30 agentes e seis viaturas, atendendo a 12 das 96 escolas da rede municipal. “No próximo ano, vamos adquirir mais dez viaturas e duplicar o efetivo. A previsão é atendermos a 50 escolas”, disse. Segundo ele, as escolas que passarão a ter ronda foram escolhidas pelo histórico de ocorrências de violência. O secretário disse ainda que pretende mudar a metodologia da ronda escolar, deixando os agentes durante todo o expediente nas escolas e não apenas nos horários de entrada, saída e intervalo, como é atualmente. “Faremos isso de imediato na escola Violeta Formiga e nas que forem foco de maior preocupação”, completou. O estudante que atirou em Maria Beatriz agiu depois da ronda da GM.
Ação do MP pede Patrulha Escolar

No último dia 15, o Ministério Público da Paraíba ajuizou uma ação civil pública contra o Governo do Estado, exigindo a reativação da Patrulha Escolar e a designação de 60 policiais, sendo 20 por cada turno escolar, em dez viaturas, na área do 1º Batalhão da Polícia Militar e o mesmo efetivo na área do 5º Batalhão. A ação é desdobramento de um processo administrativo aberto no mês de março, quando um vigilante foi morto dentro do Lyceu Paraibano, no Centro da Capital. O comando da PM disse que vai instituir outro sistema de rondas nas escolas.

Na edição do Correio da última quinta-feira, a promotora da Educação, Ana Raquel Beltrão, disse que tinha convocado as secretarias de educação do Estado e de João Pessoa, além das polícias Civil e Militar e conselhos tutelares, para a realização de uma audiência pública para discutir a violência nas escolas. “A Secretaria da Segurança Pública ficou em silêncio, demonstrando total desinteresse sobre esse grave problemas social, em área de sua competência”, disse.

Fonte: Portal Correio
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