Kesia Hadassah mora em Israel desde 1998 e está de férias na Paraíba.O abrigo antiaéreo da família é o quarto do filho de 11 anos.
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| Kesia diz que não há desespero porque população em Israel sabe como agir no caso de bombardeio (Foto: Kesia Hadassah / Arquivo pessoal) |
A escalada de violência que começou em junho deste ano entre Israel e palestinos é o terceiro conflito do tipo desde a tomada da Faixa de Gaza pelo grupo islâmico Hamas, em 2007. As raízes do confronto são antigas. Ao longo dos anos, ambos os lados foram ampliando as demandas para uma paz definitiva.
Kesia explicou que a população de Ramat Hasharon, cidade em que mora e que fica na região central de Israel, vizinha a Tel Aviv, tem cerca de 10 minutos para procurar um abrigo quando as sirenes soam. Um dois locais mais acessíveis para a família paraibana em caso de emergências fica dentro da casa: o quarto do filho de 11 anos, que é um abrigo antiaéreo.
Apesar dos ataques constantes, Kesia garante que se sente segura no país. Para ela, a cúpula de ferro - um sistema de defesa antiaérea que intercepta e destrói mísseis e bombas que sejam lançados contra Israel - tem sido eficiente. “A segurança israelense é bem maior. O governo investe na segurança dos cidadãos. Infelizmente, em uma guerra existe essa matemática que é super injusta”, comentou.
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| A família de Kesia Hadassah está na Paraíba para aproveitar as férias, mas vai voltar a Israel (Foto: Kesia Hadassah / Arquivo pessoal) |
Como guia, Kesia viaja para outras partes do país e disse já ter presenciado bombardeios.”Não é nada agradável. O pessoal do sul vive em sobreaviso, vive praticamente dentro de um abrigo. Mas a população é bem treinada, não existe pânico, não existe medo. Praticamente todo mundo já sabe o que fazer”, explicou.
Sobre os números desproporcionais de mortes no conflito, Kesia culpou o grupo islâmico Hamas. “Se há um ataque, o contra-ataque tem que ser maior para erradicar os ataques. Claro que existem as vítimas, mas não por causa de Israel. Exército nenhum avisa o local que vai ser atacado. Israel distribui bilhetes, a população civil é avisada para evacuar as áreas, mas o Hamas usa crianças e mulheres como escudo”, disse.
Hoje Kesia está de férias na Paraíba, assim como faz a cada dois anos. Apesar de estar longe, ela usa um aplicativo no celular para monitorar se os amigos e familiares que continuam lá estão seguros. “Em qualquer lugar de Israel que tocar a sirene, toca também no meu celular. A gente fica sabendo e entra em contato com eles para saber se está tudo bem”, contou.
Uma dessas pessoas que continuam em Israel é a sobrinha de Kesia de 18 anos, que foi convocada para servir ao exército israelense, obrigação também para mulheres no país. “Ela vai passar por treinamento ainda. Mas ela vai fazer outros trabalhos. Se fosse um homem, com certeza estaríamos preocupados porque os soldados homens são convocados para a guerra mesmo. Como é uma mulher, a gente já descansa mais um pouco”, pontuou.
Mesmo com o conflito intenso na região, Kesia volta ainda esse mês para Ramat Hasharon e garantiu que não saiu de lá com medo e sim para aproveitar as férias.
por:G1PB

