Revolta derrubou ditador Hosni Mubarak em 2011.
Descontentes acusam atual presidente eleito de autoritarismo.
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| Manifestantes ajudam ferido após pessoas pró-governo jogarem pedra em opositores no Cairo (Foto: Asmaa Waguih/Reuters) |
O número de mortos em protestos pró-democracia no Egito subiu para 15, no dia em que se relembra a revolta de 2011 que tirou o ditador Hosni Mubarak do poder. O número foi informado por fontes da área da segurança para a agência Reuters.
egundo o porta-voz do Ministerio da Saúde egípcio, Hosam Abdelgafa, outras 45 pessoas ficaram feridas em confrontos entre policiais e manifestantes opositores. Ao menos doze das mortes foram registradas na região de Al Matariya, nos arredores do Cairo, uma em na região de Gizé e outra em Alexandria.
Segundo a France Presse, autoridades disseram que um dos manifestantes mortos estava armado e abriu fogo contra a polícia durante uma manifestação na cidade de Alexandria (norte). As forças de segurança, em seguida, responderam, ainda de acordo com as autoridades.Motivações
Manifestantes protestam contra governo no Egito (Foto: Asmaa Waguih/Reuters)Eleito em maio com mais de 90% dos votos e o apoio de uma grande parte da opinião pública, o presidente é acusado pelos descontentes de ter introduzido um regime mais autoritário do que Mubarak, suprimindo toda a posição islamita mas também secular.
De Mubarak até hoje
Membro das forças de segurança do governo egípcio patrulha subúrbio do Cairo durante protesto (Foto: Ahmed Abdel Fattah/AP)Em 2012, Mohamed Morsi, membro da Irmandade Muçulmana, foi eleito democraticamente, mas se tornou impopular após suas ações contra o Exército, seu acúmulo de poderes, seu autoritarismo e pela influência política de grupos religiosos no país. Em julho de 2013, novas manifestações populares terminaram com a derrubada de Morsi, em um golpe militar.
O governo interino que assumiu o país depois também não durou muito - em 24 de fevereiro de 2014, o gabinete renunciou.
O marechal Abdel Fattah al-Sisi, homem forte do Exército, foi eleito em maio com mais de 90% dos votos e o apoio de uma grande parte da opinião pública.
Por: G1
