João Gomes Jr. participou de 3 revezamentos em que país foi ouro no Mundial de Piscina Curta. Brasil corre risco de cair do 1º para 5º lugar

João Gomes Júnior corre o risco de perder os três ouros ganhos em Doha (Crédito: (reprodução SporTV))
Segundo o comentarista do SporTV Alexandre Pussieldi, a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) já iniciou o processo de defesa do nadador. O atleta teria admitido que utilizou um remédio preparado por uma farmácia de manipulação e alega que este teria sido contaminado.
Segundo o especialista, se a defesa conseguir convencer a Fina (Federação Internacional de Natação) de que houve uma contaminação acidental do remédio, o nadador receberia apenas uma advertência, e o Brasil não perderia as três medalhas de ouro e o título do Mundial de Piscina Curta.
Pussieldi lembrou o caso envolvendo Cesar Cielo, Vinícius Waked, Henrique Barbosa e Nicholas Santos em 2011, quando os atletas foram somente advertidos após julgamento, quando prevaleceu a tese de que houve uma contaminação. E lembrou que o caso gerou polêmica.
- Se a defesa do Brasil conseguiu apresentar um bom caso ao painel antidoping da Fina, pode ser que o João seja somente advertido e aí o Brasil não perderia medalha alguma. Mas isso não é fácil. Aquele caso (de 2011) foi muito controverso. A Fina, na época, discordou da punição de advertência ao Cielo e aos outros nadadores e levou o caso até o tribunal da corte superior na Suíça. É um caso controverso. Os atletas brasileiros usam muito mais remédios de farmácia de manipulação do que os estrangeiros. Isso fez parte da defesa do João Gomes Júnior - disse o comentarista.
Como o caso aconteceu durante uma competição realizada fora do país, cabe à Fina realizar o julgamento.
Procurado pela reportagem do SporTV, o nadador disse que não iria se pronunciar sobre o caso a pedido do advogado da CBDA, Marcelo Franklin.
Por: GloboEsporte